Se você está pensando em avançar as atuais fronteiras do seu e-commerce, é hora de entender o que é o Cross-border.
Trata-se da exportação online, ou seja, e-commerces que vendem seus produtos para outros países, significando atravessar fronteiras ou envolver mais de um país. O método tem sido cada vez mais difundido entre os comerciantes eletrônicos que querem expandir os negócios, sendo uma das principais tendências do comércio digital.
Antes de mais nada, é importante analisar se seu produto terá mercado no exterior. Atualmente os nichos de vestuário e calçados são os que geram maior procura mundialmente, e consequentemente, mais vendas. O principal motivo que leva consumidores a importarem produtos são os preços que variam muito de país para país. Outro fator que influencia na escolha de produtos de outros países é a variedade de opções, pois muitas vezes determinados produtos são exclusivos, ou apenas mais comuns, em determinada região do mundo.
Um dos principais problemas do cross-border são as taxas de alfândega e o frete. A logística pode demorar mais e pode ser bem mais cara, fazendo com que muitos clientes não concluam as compras. Portanto, também é importante analisar como as entregas seriam feitas.
Você tem duas opções para realizar a entrega: de maneira direta, você é responsável por todo o processo, contratando uma transportadora de confiança. Já de maneira indireta, você pode participar de um Consórcio de Exportação, sendo uma empresa para intermediar esse precesso.
Para ter uma ideia dos valores, a Receita Federal disponibiliza um simulador, no qual é possível adicionar a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) do produto, o valor aduaneiro (imposto de importação) e a moeda do país.
Por fim, é importante saber como o processo de exportação será feito. Entender as taxas e leis do país comprador é imprescindível, pois elas podem mudar de acordo com o local.
Se você tem mercado, acertou o frete e está tudo ok com as leis do país, é hora de olhar para um outro lado. Você precisa adaptar os métodos de pagamento ao que os novos consumidores utilizam. Ofereça a maior quantidade possível de opções, pois assim você pode agradar mais clientes. Além disso, deixe claro qual moeda está sendo utilizada na precificação.
Uma pesquisa do YouGov descobriu que 50% das pessoas que fazem regularmente compras pela internet, cancelaria sua compra se o seu método preferido de pagamento não estivesse disponível. Ou seja: investir em tudo isso, e no final perder a venda por falta de métodos de pagamento não é uma boa ideia.
Gostou da ideia? Vai atravessar as fronteiras e vender para os gringos? Acompanhe o blog da Epicom para saber mais dicas sobre marketplace.