As lojas físicas existem desde que o ser humano começou a comerciar produtos. Elas existem até hoje e ainda vai demorar um bom tempo para sumirem completamente do nosso convívio. O problema é que muitas vezes os custos de uma loja de cimento e tijolo são muito altos, incluindo aluguéis, luz, telefone, IPTU, estoque e muitos outros… Então a ideia de migrar para um site aparece.

A primeira (e principal) dúvida é: vale a pena?

Se você pensa que ter uma loja online é 100% de graça, está enganado. Seja um marketplace ou um e-commerce (veja a diferença nesse post), você vai precisar arcar com alguns gastos. Abrir um site não custa nada, é verdade. Mas você vai precisar investir para ter algum resultado válido. Desde um profissional que crie um site atrativo até investimento em logística.

No caso de marketplaces, você deverá deixar uma parcela do valor do produto com o site (de 15% a 30%) que hospeda sua loja. A primeira ideia é repassar esse valor para o preço final do produto, mas pode não ser uma boa opção. É possível que seu cliente tenha chegado à sua loja online utilizando algum site de busca. Esse mesmo mecanismo poderá mostrar centenas de opções e o cliente vai poder comparar preços, valor de frete e até mesmo brindes.

Outro ponto a ser considerado é: seu público está na internet?

É claro que a internet está dominando cada vez mais o mercado, mas por enquanto não é unânime entre os compradores. Se seu cliente não está acostumado a fazer compras online, migrar para o mercado digital pode não ser interessante.

Existe ainda uma terceira opção: em vez de abandonar a loja física e investir no mercado digital, você pode fazer as duas coisas. Comece aos poucos, arrisque e veja se os resultados aparecem. É bastante provável que sim. Assim como os compradores aos poucos se desprenderam das compras pessoalmente, os vendedores devem fazer o mesmo. Essa é mais uma faceta da lei de oferta e procura.